quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Desculpem, mas existo!

Às portas da adolescência, abandonado pelo pai, entranhou as dores da mãe e não entende o que se passa. O seu discurso é um contínuo acto de contrição por existir. A culpa que carrega é-lhe insuportável. Apeteceu-me abraçá-lo e dizer-lhe que são os pais que não o merecem. Espero que um dia chegue a essa conclusão.


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