segunda-feira, 30 de março de 2015

Não con (fundir)

A tua ausência provocava em mim a angústia que sente um bebé quando deixa de ver a mãe durante um curto espaço de tempo. O facto de não estares perto já não me é insuportável. Já não me deixa mergulhada no abismo do desamparo.
Uma noite destas sonhei que estavas longe e um telefonema deixou-me preocupada com o teu bem estar. Fiquei feliz por perceber que já não me confundo contigo, que existes fora de mim. 
Não achas que estou mais crescida?


                                         Diego Velasquez




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