Numa agitada conversa de minutos ela riu, chorou, zangou-se várias vezes. Eu perscrutava aquela montanha russa emocional, procurando nem pestanejar.
Vomitou o nome de todos os que a rejeitaram, que bateram com a porta: do ex-marido aos vários filhos, já crescidos. Na falta deles dirigia a raiva também para mim.
- Eras para não vir ao mundo, talvez tivesse sido melhor - gritara-lhe, infinitas vezes, uma mãe que nem ousava nomear.
Resistiu às várias investidas para acabar com o feto que teimara em crescer.
Não aceita que lhe batam com a porta da existência que procura avidamente.

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