terça-feira, 14 de abril de 2015

Renascer.

Pelo fim da tarde descia a rua. A cada passo uma estranha sensação de desequilíbrio. Não sei...
Talvez fosse uma bizarra percepção de caminhar no espaço. Quase como se estivesse a aprender a andar.
Seria um síndrome vertiginoso ou estaria o chão a fugir-me dos pés?
Sentia uma insegurança que me levava a activar a ideia que era iminente o momento de me amparar com os braços num qualquer muro ou corrimão. De certo que não estaria ali ninguém suficientemente atento e de braços abertos para acudir aquela minha aflição. Nem poderia estar. Não fazia sentido.
No final da rua entrei num táxi e perguntei-me mil vezes sobre o que se estaria a passar.
Nessa noite sonhei que me encontrava a observar um bebé que caminhava tropegamente para os braços de uma mulher.

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