segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Taberna

"Fim de tarde. Hora de ponta na taberna. Taberneiro e família não tinham mãos a medir a servir copos e petiscos. Pelas frestas de uma das portas, observava os rostos rudes daqueles homens que o álcool ilusoriamente ressuscitava, tomando conta do cansaço do corpo e da vulnerabilidade do espírito.
Nem todos eram bêbedos porreiros. Por vezes irrompia a ira e uns tantos engalfinhavam-se e a algazarra extravasava as paredes da taberna. Chegara a hora de me afastar da porta e fugir para local seguro."

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