terça-feira, 23 de junho de 2015

Emplastros

O café não tem momentos de silêncio. Há um ruído de fundo permanente assegurado pela televisão. Era hora do lanche e o balcão enchera-se de gente.
De repente solta-se um bruaá vindo de quem estava com um olho no que comia e outro na televisão.
-Olha lá está o gajo!
O mais assumido e conhecido dos emplastros tomara conta do ecrã promovendo uma reacção calorosa.
Fiquei a pensar se não teremos todos um pouco de emplastro. Desejamos que nos vejam, que nos admirem, que reconheçam a nossa existência, o nosso lugar.




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