segunda-feira, 22 de junho de 2015

Leveza

Porque reparara eu naquela pena que se desprendera de um pombo, inquilino de um edifício da baixa pombalina? 
Vi-a flutuar, rodopiar sobre si mesma.
Leve e ao sabor de uma brisa quase imperceptível, desafiando a lei da gravidade, gozando divertida aquele voo. 
Acompanhei-a com o olhar rua abaixo.
Sei que momentos antes fora presentado com o sorriso de um jovem que se mostrara profundamente zangado com aqueles que o abandonaram ainda criança, talvez por não terem sido capazes de o sonhar.





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