Porque reparara eu naquela pena que se desprendera de um pombo, inquilino de um edifício da baixa pombalina?
Vi-a flutuar, rodopiar sobre si mesma.
Leve e ao sabor de uma brisa quase imperceptível, desafiando a lei da gravidade, gozando divertida aquele voo.
Leve e ao sabor de uma brisa quase imperceptível, desafiando a lei da gravidade, gozando divertida aquele voo.
Acompanhei-a com o olhar rua abaixo.
Sei que momentos antes fora presentado com o sorriso de um jovem que se mostrara profundamente zangado com aqueles que o abandonaram ainda criança, talvez por não terem sido capazes de o sonhar.

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