quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Árvores sem raízes.

O quarto assemelha-se a um lugar apinhado de nadas. Parece-me aninhado numa árvore sem raízes. São quinze anos e passa ali os seus dias enfiado nas tecnologias. Com os adultos lá de casa apenas recontros e confrontos que deixam um rasto de destruição invisível. Percebo as trincheiras e a intolerância. Há medo do desconhecido. Ninguém arrisca um passo na terra de ninguém. Tornou-se imperioso criar uma via para o armistício.

                                           P. Picasso



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