Era o teu aniversário. Por coincidência, ou talvez não, marcámos
encontro para esse dia. Tentei dar-te os parabéns em forma de beijo, com o
sorriso mais largo que consegui.
Fugiste, sem fugir, dizendo-me que não
fazias anos.
Deixaste-me a pensar que não estavas preparada
para um dia diferente, para acolher o que não é possível por agora.
Nos dias iguais da tua existência, talvez
nunca tenhas recebido os parabéns que te queria dar. Talvez nunca tenhas feito
anos.
Estranhamos o que nos é estranho, fugimos do
que não conseguimos suportar.
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