Sigo amedrontado, angustiado,
numa espécie de vertigem.
Já não consigo reprimir
este estado descontrolado.
O medo implora que fique parado.
Esbracejo, procuro agarrar-me,
mas como? Quebraram-se as amarras.
Sinto-me a Alice em queda livre,
impossível voltar atrás.
O desastre está iminente.
Pressinto um estrondo,
acordo estremunhado...
Colidi com a realidade.
Percebo estar vivo de verdade.

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