domingo, 3 de agosto de 2014

Escrevo

Não me chegam
as palavras ditas.
Preciso também
delas escritas.

Pergunto-me
porque escrevo?
Talvez para definir
os contornos do medo.

Quero conhece-lo,
buscar, utilizar
todas as palavras
até me cansar.

Insisto.
Quero enfrentá-lo
para criar
o meu lugar.

Se assim for,
não pararei de escrever,
medo não deixarei de ter
até morrer.







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