Não me chegam
as palavras ditas.
Preciso também
delas escritas.
Pergunto-me
porque escrevo?
Talvez para definir
os contornos do medo.
Quero conhece-lo,
buscar, utilizar
todas as palavras
até me cansar.
Insisto.
Quero enfrentá-lo
para criar
o meu lugar.
Se assim for,
não pararei de escrever,
medo não deixarei de ter
até morrer.

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