Empurrado pela adolescência efervescente da descendência rumei ao Sudoeste. Festival de música que abandonou o conceito do desfile de grandes bandas mundiais e apostou na música electrónica com Djs de renome à escala planetária.
David Guetta, só no centro do palco gigante, qual furacão pirotécnico de luz, imagem e som que colocou mais de cem mil almas em êxtase.
Na sua mesa de trabalho misturou grandes êxitos pop/rock do momento com ritmos electrónicos estonteantes em espiral ensurdecedora e explosiva. Os adolescentes chamam-lhe Drop. É um instante silencioso sucedido de uma explosão louca de ritmos.
Depois do espectáculo fiquei a pensar se não viveremos já numa sociedade tendencialmente explosiva, num mundo de ritmo acelerado que desemboca em frequentes explosões, numa espécie de ruptura com a realidade promovendo um estado de alienação da mente, próximo de um comportamento aditivo. Uma vertigem adolescente, ânsia de um orgasmo permanente.

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