sexta-feira, 2 de maio de 2014

A despedida

Diante do caixão o jovem chorava a morte do professor.
A dor transformara-se em abundantes lágrimas transparentes.
Colegas também em dificuldade perante a perda tentavam confortá-lo.
Estava na mesma fila duas cadeiras adiante.
Observava-o atentamente.
Entre a admiração e a vontade de o abraçar
perguntei-me porque nunca fora capaz de chorar assim a morte de alguém.
Foi um momento de leveza e simplicidade.
Senti uma lágrima querer soltar-se, respirei fundo e permaneci tranquilo naquele lugar.



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